Dançarinos do Moara são atração do Projeto Ritmos do Pará. FOTO: MOARA DIVULGAÇÃO |
“Acho a iniciativa maravilhosa. O espaço é muito bom para desenvolvermos as nossas atividades e divulgarmos a nossa cultura. O Polo Joalheiro está de parabéns por este projeto, porque são poucos os espaços em Belém que dão este apoio e suporte”, destaca Oseas Ribeiro, coordenador e músico do Moara, que também é professor de Artes e técnico do Núcleo de Esporte e Lazer da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), lotado na Escola Estadual Justo Chermont, onde o Grupo de Tradições Folclóricas Moara realiza suas pesquisas e ensaios.
Com 41 anos de existência, o Moara já participou de outras edições do projeto do Igama, e promete um espetáculo com seis coreografias, de variados ritmos, que fazem parte do vasto repertório do grupo, como o Xote, Maçariquinho, Ciranda do Norte, Este Rio é Minha Rua, Inverno da Marujada e Carimbó, interpretadas pelos 12 pares de dançarinos e 10 músicos do grupo.
Músicos do Grupo de Tradições Folclóricas Moara. FOTO: MOARA DIVULGAÇÃO |
No Brasil, o Moara tem reconhecimento e tradição, como no Festival Nacional de Folguedos, realizado no Piauí, do qual o grupo participa há 25 anos. Na edição deste ano, realizada em junho, o Moara representou o Pará junto com o Balé Folclórico da Amazônia e o Grupo de Expressões Parafolclóricas Uirapuru.
O Grupo Moara também coleciona apresentações ao lado de nomes de destaque no cenário artístico nacional, como Elba Ramalho, Nando Cordel, Genival Lacerda e Sivuca, no Festival de João Pessoa, na Paraíba. Na última quarta-feira (22), os dançarinos e músicos do Moara abriram o Festival Nacional de Folclore, na Praça Waldemar Henrique, em Belém.
ESPETÁCULO – “No domingo, vamos trazer um pouco da nossa cultura de raiz para a difundirmos cada vez mais”, conta Oseas, reiterando que o grupo vai levar ao Espaço São José Liberto trechos de espetáculos já apresentados, como “A Lenda do Boto”, uma espécie de “coreodrama”, que inclui texto, poesias, cenários e elementos cênicos (como remo, rede, chapéu e escudo).
“Negríndia”, que versa sobre a miscigenação das raças na formação do povo brasileiro, é outra montagem de sucesso do Moara, bem como “Marajó”, que mostra as danças típicas do arquipélago (entre elas o Lundu e Vaqueiros do Marajó), e o espetáculo “Encanto Paraoara”, que mostra o Pará e suas características marcantes: a religiosidade do povo, lendas, mitos e costumes.
DANÇAS CIRCULARES – Antes da apresentação folclórica, a dança já ocupará o Coliseu das Artes na manhã de domingo, com as tradicionais rodas, que têm a coordenação de Ana Lúcia Rubim, médica, psicoterapeuta e focalizadora de danças circulares.
As rodas de dança, também conhecidas como Danças Circulares ou Dança dos Povos, são inspiradas em danças folclóricas de vários países. As rodas existem desde os anos 1960, e são movimentos livres que, segundo Ana Lúcia, levam ao bem estar físico, mental, emocional, energético e social, além de promoverem uma cultura de paz.
O Projeto Ritmos do Pará, criado e desenvolvido pelo Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), instituição gerenciadora do Espaço São José Liberto, via Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração (Seicom)/Governo do Pará, acontece sempre no primeiro e no último fim de semana do mês, como forma de incentivar e divulgar os grupos parafolclóricos do Estado. Já as Danças Circulares ocorrem em domingos alternados.
SERVIÇO: Danças Circulares e apresentação do Grupo de Tradições Folclóricas Moara, no domingo (26), às 10h (roda) e às 18h (Moara), no Coliseu das Artes, no Espaço São José Liberto (Praça Amazonas, s/n, bairro Jurunas). Entrada franca. Mais informações pelos fones: (91) 3344-3517 e (91) 9310-6189 (Carmem Macedo, coordenadora de Eventos do Igama).
Ascom/Igama
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