Arranjo produtivo local de moda e design é formalizado no São José Liberto

Formalização do APL. Foto: Leandro Santana/AIB

Com vasta programação, na noite da última terça-feira (2), no Espaço São José Liberto, foi formalizado o Arranjo Produtivo Local de Moda e Design – Polo Metrópole, em uma promoção do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Núcleo Estadual de Arranjo Produtivo Local (NEAPL)/ PA e Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), com apoio dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Midc) e da Cultura (MinC). Um desfile de moda e a abertura da exposição “Potências Amazônicas: Biodiversidade e Diversidade Cultural na Belém 400 Anos” integraram a cerimônia.

O Plano de Desenvolvimento do APL de Moda e Design, resultado do Edital nº 3/ 2013, promovido pelo Midc e MinC, foi elaborado por integrantes do coletivo intersetorial, que abrange o público, o privado e o Terceiro Setor. As áreas de conhecimento multidisciplinar contam com o apoio de instituições de educação superior; turismo; tecnologia e inovação; cultura; economia; movimentos setoriais; associações e organizações; fomento ao empreendedorismo; capacitação profissional; economia criativa; bancos; fazenda e tributo; artesanato e manualidades; moda; design de joias; fornecedores de matérias primas; meio ambiente; empreendedorismo e federações.

Na cerimônia de formalização foram apresentadas as 40 empresas que já aderiram ao APL, bem como os 30 empreendimentos informais que, em breve, ingressarão no arranjo. Por se caracterizar por um APL Intensivo em Cultura, este arranjo beneficia as categorias culturais no campo das criações culturais e funcionais de moda e design. Arranjos Produtivos Locais são aglomerações de empresas localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais, tais como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa.

Um desfile produzido pelo styling Diogo Carneiro abriu a noite e mostrou peças das nove coleções da mostra. São elas: Miriti–Tauá: Memórias Entrelaçadas; Mostra Marajó; Ruas e Rios de Belém; Pano Arte; Belém 400 Anos: História, Cultura e Memória; Encantos da Cidade; Passeio por Belém nos 400 Anos de História; Belém: Uma Poesia do Imaginário; e Sinestesia da Floresta. Quinze modelos desfilaram em um cenário com plantas naturais e trilha sonora instrumental.

 Desfile apresentou as nove coleções. Foto: Leandro Santana/AIB 

Em seguida, foi feita a assinatura de formalização do APL de Moda e Design Polo Metrópole Pará. Assinaram o documento Djane Amaral, secretária adjunta da Sedeme; Sérgio Menezes, diretor de Mercado da Sedeme e diretor do NEAPL de Moda e Design Metrópole Pará; Fabrizio Guaglianone, diretor-superintendente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Pará; Rosa Helena Neves, diretora executiva do Igama, organização social gestora do Espaço São José Liberto, do Programa Polo Joalheiro do Pará, do APL de Gemas e Joias e coordenação técnica do APL de Moda e Design – Polo Metrópole.

“A palavra que melhor resume o evento de hoje é ‘parabéns’. Por isso, quero primeiro parabenizar a todos os organizadores, o Igama, os universitários e as universidades de nosso Estado, que geram, cada vez mais, profissionais competentes na área de moda. Parabéns ao Governo do Estado que, por meio da Sedeme, organiza, entende e prioriza o potencial desse setor. O Sebrae se soma a esse processo na condição de parceiro do governo, ao lado do Senai e do Senac, na criação de um ambiente favorável para negócios no segmento da moda. Finalmente, quero parabenizar os empresários envolvidos, pois, a cada criação, a cada evento, é o empreendedorismo do Pará que é valorizado”, disse o diretor-superintendente do Sebrae no Pará.
"Essa formalização do APL de Moda e Design marca um novo momento, vivido não só por este segmento, mas por diversos outros do Pará, em que estamos tentando organizar cadeias produtivas fundamentais de nosso Estado, para que, com isso, possamos dar muito mais estrutura tanto do ponto de vista financeiro, possibilitando aí a montagem de coleções, ateliês etc quanto do ponto de vista estrutural, divulgando, fazendo os nossos produtos circularem, chegarem a outros mercados e criando um ambiente de negócios favorável para todos. Agora, para que isso aconteça, é necessário o apoio e participação de todos que compõem este setor, pois um arranjo produtivo local não é algo do governo, de empresas ou empresários, é algo de todos e que só irá acontecer e se desenvolver se for abraçado por todos esses atores”, afirmou a secretária adjunta da Sedeme.

Potências Amazônicas

A exposição de economia criativa é composta por acervo de 200 objetos e produtos originados das nove coleções dos setores criativos joias, moda, design e artes plásticas. Participam como expositores estudantes de Moda e Design de produto, 31 criadores e designers profissionais, 40 empresas, empreendedores individuais e microempresas, 70 profissionais prestadores de serviços dos setores de moda, joias, artesanato, e artes plásticas, cinco curadores, oito consultores e um coletivo de criadores, bem como a participação especial do pesquisador e mestre ourives Paulo Tavares. A composição artística e visual da mostra é da designer Barbara Müller.

Exposição "Potências Amazônicas". Foto: Leandro Santana/AIB

Para Fernado Hage, designer e professor do curso de Moda da Unama, o nome da exposição referenda toda a força que a cultura da nossa região tem e como isso pode virar produto de moda, design e joalheria. “No caso da Unama a gente tem dois projetos (Miriti Tauá e Pano Arte) que, de certa forma, são distintos, com um estilo diferente de resultado, mas que se unem nesse ponto: mostrar a força que a gente tem, o lado criativo que a região tem e que a gente precisa valorizar muito mais”.

Para Hage, a exposição abre um ciclo porque está mostrando o que vem sendo feito pelo Igama, junto com os designers e consultores, ao longo dos últimos anos no espaço, nas oficinas, e “que tem ainda muito fruto para dar e potencial pela frente”.

No projeto “Miriti Tauá: Memórias Entrelaçadas” o grupo é formado por seis alunos da universidade. Já o projeto “Pano Arte” conta com a participação de 25 alunos, divididos em cinco grupos. Segundo Fernando Hage, cada grupo desenvolveu o tecido e criou um “look” em parceria com o artista plástico Rui Marcelo Rodrigues, do Coletivo Baseados em Artes, do qual também faz parte o economista Francisco Fortes.

A Pano Arte revela experimentações de estética e linguagem em que os alunos tiveram a liberdade de interagir e interferir na estrutura das obras do artista plástico. Com o auxilio do fogo, Rui une tecidos em movimentos próprios de sua personalidade. A técnica, denominada “forja em tecido”, usa sobras e retalhos de tecidos sintéticos sobrepostos que, unidos pelo fogo, criam novas estruturas, combinações e nuances entre as suas emoções e os tecidos. Os alunos de Moda buscaram uma abordagem menos tecnológica e mais cultural e manual, propondo novos sentidos de inovação.

Já pesquisa para o “Miriti Tauá”, lembra a universitária Rosáurea Vasconcelos, iniciou-se em janeiro de 2015, quando os conceitos começaram a ser trabalhados pelos estudantes. De acordo com Nayron Aguiar, que integra o grupo, o projeto sustentável e ecológico foi focado em um trabalho artesanal mais elaborado. O miriti, fibra extraída da palmeira Miritizeiro, foi a matéria-prima escolhida após meses de pesquisa. Para tingir os seis vestidos da coleção foi escolhido o urucum, fruto do urucuzeiro, de tom avermelhado.

“Os processos usados foram o da trança, que a gente vê no ‘top’, e o próprio crochê, feito com a fibra do miriti, além da fibra bruta. A gente usou também esteiras de fibras, pensando em deixar (as peças) bem naturais porque nossa coleção é comercial e conceitual”, explicou Nayron, observando que estes eram os requisitos exigidos pelo Dragão Fashion, concurso nacional, realizado em Fortaleza (Ceará), no qual eles conquistaram, em 2015, o segundo lugar, ficando entre as melhores universidades de Moda do Brasil, além da menção honrosa que a coleção recebeu no Museu da Casa Brasileira, de São Paulo (SP), de onde chegaram, recentemente.

Outra coleção que chama a atenção dos visitantes é a “Sinestesia da Floresta”, de joias criadas por um coletivo de empreendedores criativos em busca da geração da “joia sustentável”. Em seu fazer poético e profissional, esse coletivo revela, a partir de seus talentos individuais e de sua valiosa rede de prestadores de serviços criativos, possibilidades de promover o desenvolvimento do setor joalheiro, seguindo percursos dialógicos entre a inovação, os valores intangíveis da cultura amazônica e do design, comunicando a invenção inovadora, a diversidade e o desenvolvimento do setor joalheiro tendo como referência a sustentabilidade ambiental, econômica e cultural.

Mostra reúne diversos setores criativos.
Foto: Leandro Santana/AIB
                                                             
Neste movimento transgressor de criar e produzir joias com as marcas da Amazônia são divulgadas as “gemas vegetais”, desenvolvidas pelo mestre-ourives Paulo Tavares e produzidas por Mônica Matos. A designer Brenda Lopes integra o coletivo e criou a coleção “Orvalhos”, em prata com gema vegetal de pimenta e tucupi.

“Potencializar, unir forças era o que estava faltando para dar mais resultados brilhantes e criativos. A exposição reuniu várias linguagens e vários setores da arte”, comentou a designer, que também criou para a coleção “Belém: 400 Anos” joias inspiradas no Mercado de Ferro do Ver-o-Peso, a maior feira a céu aberto da América Latina.

A exposição tem a parceria da Universidade do Estado do Pará (Uepa), Unama e Estácio FAP. “Potências Amazônicas: Biodiversidade e Diversidade Cultural na Belém 400 Anos” fica aberta ao público até 13 de março, no horário de visitação do Espaço São José Liberto: de terça-feira a sábado, das 9h às 18h30, e aos domingos e feriados, das 10h às 18h.

(Colaboraram Ângela Gonzalez, da Ascom Sebrae, e Rafael Sobral, da Ascom Sedeme)
Luciane Fiuza
Organização Social Instituto de Gemas e Joias da Amazônia


Fonte: Agência Pará de Notícias


Ascom Igama




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

São José Liberto fechará no Carnaval

                                                   Fachada do Espaço São José Liberto. 
                                                   Foto: Geraldo Ramos - Agência Pará

A direção do Espaço São José Liberto/Polo Joalheiro do Pará (Praça Amazonas, s/n, Jurunas) informa que o local não abrirá ao público no próximo domingo (7), segunda (8), terça (9) e quarta (10), feriado de Carnaval. A partir de quinta (11), o funcionamento volta ao seu horário normal: de terça a sábado, das 9h às 18h30, e aos domingos, das 10h às 18h. No local, funcionam a Casa do Artesão, o Jardim da Liberdade, o Memorial, a capela, o Museu de Gemas do Pará e as lojas de joia. O espaço é mantido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), sendo gerenciado pela organização social Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama). 

Ascom Igama




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

Governo apresenta plano de desenvolvimento econômico e sustentável



    Governador Simão Jatene fala para os participantes do encontro. 
     Foto: Antônio Silva - Agência Pará
As estratégias para o desenvolvimento do Pará nos próximos 15 anos foram apresentadas pelo governador Simão Jatene durante cerimônia nesta quarta-feira (3), no Espaço São José Liberto, em Belém. O “Pará 2030” é um projeto que traz ações que usam a sustentabilidade como base para dinamização da economia e melhoria dos indicadores socioeconômicos do Estado. Foram apresentadas ainda as estratégias de desenvolvimento do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU Habitat), que pretende implementar uma metodologia para diminuir os impactos sociais e ambientais provocados pela instalação de grandes projetos no Estado.
"Todos temos consciência que o padrão e o modelo de desenvolvimento que, de certa forma foi imposto ao Pará, fundado na simples extração e exploração de recursos naturais, não tem a capacidade de gerar aquilo que é fundamental, que é o bem estar da própria sociedade. Esse é um projeto estratégico para que o Estado defina cadeias produtivas e que ramos da economia precisam ser mais trabalhados e são mais lucrativos para que a iniciativa privada se sinta motivada a investir”, disse o governador Simão Jatene sobre o “Pará 2030”.
Os estudos e discussões para implantação do “Pará 2030”, coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), em parceria com a McKinsey – consultoria empresarial especializada em projetos estratégicos –, tiveram início em agosto de 2015. As ações definidas durante esse período de planejamento serão colocadas em prática ao longo dos próximos anos. O programa já elegeu dez cadeias produtivas prioritárias, baseadas na vocação do Estado e que também apresentam grandes oportunidades de desenvolvimento, geração de renda e emprego: agronegócio, agricultura familiar, pesca e aquicultura, atividade florestal, biodiversidade, mineração, serviços ambientais, logística, energia, turismo e gastronomia.
Entre as ações prioritárias estão o investimento em pesquisa e desenvolvimento, capacitação técnica, melhoria dos métodos de produção e atração de novos negócios. A expectativa é que, juntas, essas atividades aumentem o Produto Interno Bruto (PIB) paraense em R$ 76 bilhões até 2030.
Impactos – Já o ONU Habitat irá atuar na implementação de ações para antever problemas em territórios impactados por grandes empreendimentos, como hidrelétricas, ferrovias, rodovias, portos e mineradoras. As regiões que serão trabalhadas no Estado são Tapajós e Xingu. “Esse projeto se encaixa na visão que o governo está apresentando do novo modelo de desenvolvimento harmônico sustentável, e isso soma com a proposta da ONU. Estamos apoiando com mecanismos que possibilitem que isso se torne realidade, atuando no licenciamento ambiental e na criação de condições de implementação de estruturas de desenvolvimento, rebatendo esse modelo sustentável do Estado para o desenvolvimento regional”, afirmou a presidente do Instituto Dialog, Liane Freire, que também faz parte do projeto.
Os dois programas são instrumentos que vão nortear a economia paraense nos próximos 15 anos. O titular da Sedeme, Adnan Demachki, avalia positivamente as iniciativas. “Com o Pará 2030 iremos trabalhar 23 cadeias econômicas e oportunidades, visando crescer a economia paraense em torno de 6% a 7% ao ano, para que em 15 anos tenhamos igualado a renda per capita do Pará a média do Brasil. Já o ONU Habitat norteará os grandes licenciamentos ambientais que forem implantamos no Pará, de forma que os projetos efetivamente tragam desenvolvimento para as regiões em que forem implantados”, disse o secretário.
Ao final do encontro, o governador reiterou a importância da aplicação dos dois projetos. “A crise nos apresenta novas oportunidades, e é nisso que estamos trabalhando. Tenho certeza que o ‘Pará 2030’ e o ‘ONU Habitat’ nos preparam não só para a saída da crise, gerando emprego e renda, mas também para uma estratégia de desenvolvimento para os próximos anos, para que a gente possa cada vez mais nos aproximar daquilo que todos nós desejamos que é uma sociedade mais justa, fraterna e feliz”, completou o governador.
Também participaram da cerimônia o vice-governador Zequinha Marinho, o deputado Estadual Marcio Miranda, presidente da Assembleia Legislativa; José Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Roberto Marinho e parceiro dos programas; Elkin Velasques, diretor regional para América Latina e Caribe da ONU Habitat, além de secretários de Estado, lideranças políticas e representantes do setor produtivo.
Lidiane Sousa
Secretaria de Estado de Comunicação
Fonte: Agência Pará de Notícias




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

Exposição “Potências Amazônicas” será aberta nesta terça-feira, 2


               Colar da Coleção Belém - Uma Poesia do Imaginário, em prata com chifre de búfalo pirografado e fio laminado sintético, criado pela designer Ana Everdosa. Foto: Leandro Santana/AIB

Os setores criativos da joia, design, moda e artes plásticas estão representados nos cerca de 200 produtos que formam o acervo da exposição “Potências Amazônicas: Biodiversidade e Diversidade Cultural na Belém 400 Anos”, que será aberta ao público nesta terça-feira, 2, a partir das 19h, no Espaço São José Liberto. Na programação do evento constam ainda cerimônia de formalização do Arranjo Produtivo Local (APL) de Moda e Design – Polo Metrópole Pará e desfile de moda e de joias, que apresentará as nove coleções que integram a mostra.

A exposição ficará aberta ao público até o dia 13 de março, no horário de visitação do Espaço São José Liberto: de terça a sábado, das 9h às 18h30, e aos domingos e feriados, das 10h às 18h. A promoção é do Governo do Pará, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama) e Núcleo Estadual de Arranjo Produtivo Local (NEAPL)-PA.

A proposta é promover o encontro dos setores criativos envolvidos, potencializando o trabalho de profissionais e estudantes. Calcada nas bases da economia criativa como impulsionadora do desenvolvimento territorial, a mostra reúne um coletivo de criadores que dialogam entre si.

A programação de abertura conta com a participação de 15 modelos, sendo dois homens e 13 mulheres, que desfilarão com joias, acessórios, roupas e mocaps – espécie de projetos conceituais em dimensão real, criados, para este evento, por alunos da Universidade do Estado do Pará (Uepa), uma das parceiras do evento, junto com a Universidade da Amazônia (Unama) e a Estácio FAP/PA.

De acordo com o produtor cultural e styling Diogo Carneiro, que coordena o desfile, os 15 modelos mostrarão a diversidade das criações e uma amostra das nove coleções, com trilhas sonoras específicas para o conceito de cada uma.

“Além das joias, vamos mostrar bolsas, coleções criadas por alunos da Uepa, que trouxeram os mockups, que são peças conceituais, um projeto do conceito de uma construção, bem diferenciado. Tem as criações da FAP. A Unama vem com duas coleções, o Miriti Tauá e o Pano Arte. As joias da ‘Belém 400 Anos’ destacam pontos turísticos e outras referências. São peças bem legais, como também as joias da coleção ‘Sinestesia (da Floresta, com gemas vegetais)’, inspirada em frutos, no tucupi, tucumã...”, revela o produtor, que já realiza pela quarta vez parceria com o Polo Joalheiro.

                                           Bolsa Telhados da Cidade Antiga, criada pela designer Rosa Castro.
                                                                       Foto: Leandro Santana/AIB


Quem visitar a mostra, segundo a designer Barbara Müller, que assina a composição artística e visual da “Potências Amazônicas”, poderá mergulhar no processo criativo e na mágica da sua materialização. Ela conta que, a partir dessas referências, foi conceituada a ideia da montagem da exposição, que se dá dentro de uma ‘caixa’, a qual abriga e matura todas essas potências, desde o embrião, representado nos projetos de alunos, até a mais requintada joia finalizada. Assim como o croqui e a roupa idealizada.

“Logo na entrada, chama a atenção uma parede viva, tendência mundial, também conhecida como parede ecológica. Com plantas naturais, o espaço insinua o ambiente fértil, criativo e vivo, no qual a natureza será sempre um ícone”, comenta Bárbara, que também participa da exposição como designer de joias.

Diálogo - As nove coleções interligam-se através do design, realçando talentos individuais e construindo entre os grupos trocas criativas e de produção entre os microempresários, profissionais dos setores criativos de joias e moda e as universidades com cursos de design, dando visibilidade as pesquisas e produtos criados por estudantes de design.

O design como ferramenta aponta diálogos entre as coleções, possibilitando a construção dos elos entre os grupos de talentos individuais que criaram os objetos e os produtos.

Rosângela Gouvêa Pinto, designer e professora da Uepa, é uma das diretoras criativas da mostra. Ela representou um desses elos, ao unir estudantes universitários e profissionais, a partir do tema central da arquitetura da cidade, suas perspectivas e narrativas, abordado, em novembro passado, no Workshop de Geração de Produtos da Coleção de Joias “Belém 400 Anos.

Cada aluno escolheu um logradouro ou prédio significativo dos bairros selecionados - Reduto, Campina, Comércio, Batista Campos e Nazaré. Foram trabalhadas, basicamente, as fachadas e alguns objetos do interior das residências, também vinculado com a arquitetura. “Na parte teórica trabalhamos os estilos barroco, neoclássico, art nouveau e art décor, muito presentes na nossa cidade. O foco é a arquitetura. Queremos que as pessoas reconheçam os prédios de Belém e que transcendam esse tempo e espaço. Muitos deles têm muito tempo de existência”, explica a professora.

Rosângela Gouvêa conta também que participam 35 alunos de suas turmas de Design da Uepa e que o resultado dessa pesquisa poderá ser visto na mostra com a apresentação de mockups - projetos conceituais em dimensão real. Já os integrantes do Polo Joalheiro do Pará criaram joias em ouro e prata com matérias-primas diversas, inspiradas na arquitetura de Belém. 

Um desses mockups denominado "Traição", foi criado pelos alunos Amanda Santos, Angelo Salzer, Ferdinando Magalhães e Tamires Menezes, da Uepa, faz referência ao mais notável movimento popular do Brasil, a Cabanagem.. Em formato de cobra até o centro da cabeça, o fogo representado na peça identifica o incêndio dos cabanos em resposta à traição de Eduardo Angelim.

 
"Traição”, mockup criado pelos alunos do Curso de Design da Uepa.  
Foto: Leandro Santana/AIB
Outro trabalho que será destaque na mostra é o desenvolvido pelo artista plástico Rui Marcelo Rodrigues, do Coletivo Baseados em Artes, formado também pelo economista Francisco Forte. Eles criam produtos inspirados nas relações entre o homem e os resíduos que ele gera, sempre com a preocupação da preservação ambiental.

"Quando produzo, me inspiro na Terra, na cidade e em suas conformações entre árvores, gente, arquitetura e rios de Belém. As cores são inspiradas em nossos animais e pássaros, e seus movimentos e texturas. A criação se relaciona diretamente com o colorido da nossa cultura e da nossa gente”, explica Rui Rodrigues, para quem a maior inspiração é vislumbrar que, por meio das artes, é possível devolver ao ser humano os resíduos por ele mesmo produzido.

Números - Integram a exposição nove coleções, 200 objetos e produtos, quatro setores criativos (joias, moda, design e artes plásticas), estudantes de Moda e Design de Produtos, três universidades, 31 criadores e designers profissionais, 40 empresas, empreendedores individuais e microempresas, 70 profissionais prestadores de serviços dos setores de moda, joias, artesanato, e artes plásticas, cinco curadores, oito consultores e um coletivo de criadores.

Serviço: Abertura da Exposição “Potências Amazônicas: Biodiversidade e Diversidade Cultural na Belém 400 Anos”, solenidade de formalização do APL de Moda e Design – Polo Metrópole Pará e desfile de moda e de joias. Na Casa do Artesão do Espaço São José Liberto (Praça Amazonas, s/n, Jurunas), a partir das 19h, nesta terça-feira, 2. Entrada franca. A mostra fica aberta até o dia 13 de março, no horário de visitação do ESJL: de terça a sábado, das 9h às 18h30, e aos domingos e feriados, das 10h às 18h.

Leia na Agência Pará de Notícias
Ascom Igama




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

MagicACT9 comemora Dia do Mágico no Espaço São José Liberto

                          Veja mais fotos em nosso álbum

Círculo Mágico Mago Sales em ação. 
Foto: Thiago Araújo - AG. PARÁ

O Círculo Mágico Mago Sales (CMMS) encenará no dia 31 de janeiro, das 17h às 19h, no Coliseu das Artes do Espaço São José Liberto (ESJL), o espetáculo “MagicAct 9” (Mágica em Ação). A parceria do grupo de mágicos com a direção do espaço tem conquistado o público e já se tornou tradição em Belém nesta época.
Os mágicos são requisitados pelo público paraense durante todo o ano e no MagicACT a plateia tem a possibilidade de interagir durante os números, sempre repletos de efeitos especiais, números de humor e brincadeiras. Aparições e desaparições de objetos, levitações, números inusitados de transformações e muitas outras surpresas estão reservadas ao público durante o espetáculo, criado em 2007 pelo mágico e ventríloquo italiano Rafael Voltan, que está em Turim.
O show comemora o Dia Internacional do Mágico, celebrado em 31 de janeiro, em referência à São Dom Bosco (1815-1888), considerado o padroeiro dos mágicos. Além do ilusionista Paulo Carvalho, que coordena a programação, integram o grupo “Mago Sales” mais sete mágicos: Romeu Lins, Alan Leite, Dalton Felipe, Maycon Yure, Nathan Correia, o maestro paraense Luiz Pardal e o idealizador do grupo Rafael Voltan, que acompanha e orienta, de longe, as atividades do grupo. De longe também e sem revelar mais detalhes, Voltan informa que fará uma breve participação no espetáculo.
Crianças e adultos se divertem com a apresentação dos mágicos, bem como com os efeitos especiais, tecnologia, cenografia, iluminação e elementos cênicos do evento. A preparação é feita ao longo do ano e o processo de organização do MagicACT, frisa o coordenador, “é meio frenético, mas como já conhecemos a estrutura do evento nos sentimos seguros para fazer o melhor que pudermos para entreter o público”, explica Paulo Carvalho.
Ele conta, ainda, que o roteiro do espetáculo é como um filme, cujo final é surpreendente, mas precisa ser aguardado até o último segundo para se revelar. “O espetáculo reserva suas surpresas e encantos. É essa, justamente, a motivação que faz tanta gente ir ao evento: a expectativa de ser surpreendido. A cada ano estamos evoluindo e buscando novos números. E este ano não será diferente!”, completa o coordenador do MagicACT.
O mágico Dalton Felipe faz truques com a plateia.
Fotos: Ascom Igama 
O show anual do Círculo Mágico Mago Sales faz parte do calendário de eventos do São José Liberto e resulta de parceria firmada com o Governo do Pará, por intermédio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), que gerencia o espaço e o Polo Joalheiro do Pará.
Serviço: MagicACT9, com o Círculo Mágico Mago Sales. Dia 31 de janeiro, das 17h às 19h, no anfiteatro do Coliseu das Artes do Espaço São José Liberto (Praça Amazonas, s/n. Jurunas). Entrada franca. 

Informações
Carmem Macedo, gerente de Eventos do Igama: (91) 3344-3517,
Paulo Carvalho, coordenador do "MagicACT9": (91) 98220-33946 (WhatsApp).  
Ascom Igama




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

Libertos na Folia comemora sétima edição do São José Liberto

                                                                                       Veja mais fotos em nosso álbum

O anfiteatro foi o palco do evento. Foto: Ascom Igama

Com muita animação, centenas de pessoas lotaram o anfiteatro do Coliseu das Artes do Espaço São José Liberto (ESJL), no domingo do dia 24 de janeiro. A sétima edição do baile anual de carnaval infantil "Libertos na Folia" contou com a participação da banda de fanfarra Ezequiel e Banda, que tocou marchinhas carnavalescas e outros ritmos, que animaram crianças e adultos que prestigiaram o evento.

Com entrada franca, a folia já se tornou tradição nessa época. O “7º Libertos na Folia” integra o calendário anual de eventos do Espaço São José Liberto, que promove outras realizações durante o ano, como o Festival Junino e o MagicACT 9, show anual de ilusionismo do Círculo Mágico Mago Sales, a se realizar no próximo domingo, dia 31 de janeiro, Dia Internacional do Mágico. A promoção é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e do Igama, organização social que gerencia o ESJL e o Programa Polo Joalheiro do Pará.

O professor universitário Carlos Souza prestigiou o evento com seus filhos.
Foto: Ascom Igama

Ascom Igama




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

Abertura da exposição "Potências Amazônicas" foi remarcada para o dia 2 de fevereiro


A direção do Espaço São José Liberto informa que a data de abertura da exposição “Potências Amazônicas: Biodiversidade e Diversidade Cultural na Belém 400 Anos” foi remarcada para o dia 2 de fevereiro. Com entrada franca, a mostra fica aberta ao público até o dia 13 de março, no salão de exposição da Casa do Artesão do Espaço São José Liberto, de terça a sábado, das 9h às 18h30 e aos domingos e feriados, das 10h às 18h. Na abertura haverá desfile de moda e de joias e solenidade de formalização do Arranjo Produtivo Local (APL) de Moda e Design – Polo Metrópole.
A promoção é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e do Núcleo Estadual de Arranjo Produtivo Local (NEAPL)-PA, em parceria com o Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), OS gestora do São José Liberto e do Programa Polo Joalheiro do Pará, em parceria com a Universidade do Estado do Pará (UEPA), Universidade da Amazônia (Unama), Faculdade Estácio do Pará (FAP-PA) e Coletivo Baseados em Arte.
“Potências Amazônicas” homenageia a cidade de Belém em seus 400 anos, completados em 12 de janeiro de 2016, a partir de uma exposição coletiva dos setores criativos de joias, moda, design e artes plásticas. O acervo reunirá objetos e produtos simbólicos originados de nove coleções cuja narrativa poética tem como inspiração a cidade de Belém, sua diversidade cultural e a biodiversidade, considerados os ativos competitivos tangíveis e intangíveis desses produtos criados pelos empreendedores do Polo Joalheiro e do APL de Moda e Design do Pará.
Ascom Igama




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

INFORME

A direção do Espaço São José Liberto informa que a data de abertura da exposição “Potências Amazônicas: Biodiversidade e Diversidade Cultural na Belém 400 Anos” foi remarcada para o dia 2 de fevereiro. Com entrada franca, a mostra fica aberta ao público até o dia 13 de março deste ano, no salão de exposição da Casa do Artesão do Espaço São José Liberto. Na abertura haverá desfile de moda e de joias e solenidade de formalização do Arranjo Produtivo Local (APL) de Moda e Design – Polo Metrópole.

A promoção é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e do Núcleo Estadual de Arranjo Produtivo Local (NEAPL)-PA, em parceria com o Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), OS gestora do São José Liberto e do Programa Polo Joalheiro do Pará, em parceria com a Universidade do Estado do Pará (UEPA), Universidade da Amazônia (Unama) e Faculdade Estácio do Pará (FAP-PA).

“Potências Amazônicas” homenageia a cidade de Belém em seus 400 anos, completados em 12 de janeiro de 2016, a partir de uma exposição coletiva dos setores criativos de joias, moda, design e artes plásticas. O acervo reunirá objetos e produtos simbólicos originados de nove coleções cuja narrativa poética tem como inspiração a cidade de Belém, sua diversidade cultural e a biodiversidade, considerados os ativos competitivos tangíveis e intangíveis desses produtos criados pelos empreendedores do Polo Joalheiro e do APL de Moda e Design do Pará.

Ascom Igama




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

MagicACT 9


Ascom Igama




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

Folia no São José Liberto terá banda de fanfarra neste domingo, 24


Veja mais fotos em nosso álbum

O Coliseu das Artes do ESJL será o palco do bailinho. 
Foto: Sidney Oliveira - AG. PARÁ 

O Espaço São José Liberto receberá mais uma edição do já tradicional “Libertos na Folia”, baile de carnaval infantil do Espaço São José Liberto (ESJL). A festa está marcada para este domingo, 24, a partir das 17h, no anfiteatro do Coliseu das Artes do Espaço São José Liberto. A banda de fanfarra “Ezequiel e Banda” será a atração da festa, onde tocará marchinhas carnavalescas, que animam crianças e adultos que prestigiam o evento.

Com 19 anos existência a banda convidada para tocar no “7º Libertos na Folia” promete animar os pequenos foliões do baile, como tem feito há cinco anos. No repertório do grupo, selecionado para a folia, além das marchinhas de carnaval tradicionais, constam variados estilos musicais, entre sucessos atuais tocados em ritmo de carnaval.

A programação musical do baile, de acordo com Ezequiel Souza, fundador da banda, é “sempre bem alegre e variada”. Segundo ele, as crianças brincam, dançam e até pedem algumas músicas. “Já é tradição e cultura participar do bailinho do São José Liberto. Vamos tocar clássicos, como Bandeira Branca e Jardineira, e músicas de carnaval infantil: Balão Mágico, Xuxa, cantigas de roda... Também vamos mostrar outros ritmos, como carimbó, merengue, lambada, axé, pagode e samba. Vai ser muita diversão!”, comenta.

A Ezequiel e Banda é formada pelos músicos Jeremias Monteiro, Israel Santos, Breno Nonato, Ecir e Ezequiel. Eles vão se se apresentar no palco e também ao redor do anfiteatro do Coliseu das Artes do espaço, seguidos pelos brincantes, que dão um show a parte com suas fantasias criativas inspiradas em personagens de contos de fada, heróis do cinema e outras referências do imaginário popular. Algumas famílias vestem-se a caráter e com o mesmo tema para festejar o carnaval no “Libertos na Folia”.
         Banda de fanfarra promete animar os pequenos foliões. Foto: Ascom Igama

Para Carmen Macedo, gerente de Eventos do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), organização, segurança, seleção musical e animação dos participantes garantem o sucesso do baile anual, que chega a sua sétima edição com aprovação da comunidade. “É uma festa com caráter familiar, muito agradável e esperada por muitos. A banda tem qualidade e é outro fator de atração dos foliões. Esperamos receber todos de braços abertos e muita animação”, diz.

O “7º Libertos na Folia” integra o calendário anual de eventos do Espaço São José Liberto, que promove outras realizações durante o ano, como a Festival Junina e o MagicACT 9, show anual de ilusionismo do Círculo Mágico Mago Sales, marcado para o dia 31 de janeiro. A promoção é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e do Igama, organização social que gerencia o ESJL e o Programa Polo Joalheiro do Pará.

Serviço: 7º baile “Libertos na Folia”. Domingo (24), a partir das 17h, no Coliseu das Artes do Espaço São José Liberto (Praça Amazonas, s/n, bairro Jurunas). Entrada franca. Informações: (91) 3344-3517.

Ascom Igama




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.
Postagens Antigas
Inicio
Contador acessso