Comércio de artesanato cresce 20% no primeiro quadrimestre de 2015

                                                                                                         Veja mais fotos em nosso álbum

Casa do Artesão do ESJL. Foto: Rodolfo Oliveira. AG. PARÁ
Na contramão da crise que afeta a economia brasileira, o mercado do artesanato paraense cresceu 28% em 2014. O índice mostra que a tendência deve seguir o mesmo rumo também em 2015, já que, só no primeiro quadrimestre do ano, o comércio de peças e artefatos já registra aumento de 20%. Em termos de comparação, o comércio varejista nacional, em que está incluído o setor de artesanato, registrou crescimento de 2,8%, em todo o ano de 2014. Os dados foram anunciados pelo Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), que administra o Espaço São José Liberto, onde funciona a Casa do Artesão.
As exposições permanentes da Casa do Artesão estão entre o conjunto de ações constantes do governo do Estado para divulgar a criatividade desses profissionais e gerar receita para quem escolhe viver única e exclusivamente da arte e cultura do artesanato. “Hoje temos cadastrados cerca de 750 artesãos de 43 municípios paraenses. O Igama mantém curadoria permanente para manter o padrão elevado da qualidade do que é oferecido a turistas e pesquisadores que visitam o local”, diz o coordenador de Comercial e Tecnologia do Igama, Thiago Gama.
A vitrine oferecida pela Casa do Artesão é também a porta de entrada para um público mais abrangente e que tem como origem outros Estados brasileiros e vários destinos internacionais. Dados do Igama mostram que 48% dos visitantes que passam pelo local são turistas nacionais, 17% são estrangeiros e 35% são visitantes do próprio Estado.
Thiago Albuquerque, coordenador comercial e tecnológico do Igama. Foto: Rodolfo Oliveira. AG. PARÁ
Parcerias – Iniciativas de outras secretarias de Estado, entre elas as de Cultura e Turismo, resultam na quantidade de turistas que visitam o Pará, o que reflete, diretamente, na quantidade de pessoas que vai ao São José Liberto. Outro órgão importante no processo de incentivo e valorização dos artesãos paraenses é a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), que atua em parceria com o Programa do Artesanato Brasileiro, do governo federal.
A iniciativa mais recente foi apoiar a participação de 65 artesãos paraenses numa feira em Recife (PE), no início de julho. Foram 27 mil peças comercializadas durante uma semana, gerando renda de R$ 154 mil para esses profissionais. “A Seaster também trabalha na identificação, qualificação e assessoramento desses artesão para torná-los ainda mais criativos e competitivos no mercado”, explica a coordenadora de Empreendedorismo, Artesanato e Economia Solidária da Seaster, Dione Matos.
Tradição – A capacidade de transformar o barro em elementos de memória, cultura e arte tão importantes para toda uma sociedade fazem do artesão paraense referência histórica no processo de busca sobre quem somos e aonde queremos chegar. Doca Leite compõe esse grupo de profissionais. Premiado internacionalmente, ele mantém ritmo de produção intensa para manter abastecida a vasta exposição permanente que mantem na loja própria na travessa Soledade, em Icoaraci. Junto com outros 43 artesãos, ele ajuda a fazer do Paracuri uma das referências do Estado no setor de artesanato.
Artesão Doca Leite. Foto: Rodolfo Oliveira. AG. PARÁ
É unindo a criatividade de profissionais como Doca Leite a projetos como o da Casa do Artesão que o Pará ganha projeção internacional e estimula o comércio de um setor que impressiona pela beleza atrai pela originalidade. Como exemplo de como a coisa funciona, Thiago Gama dá como exemplo um grande vaso exposto ao valor de R$ 2,5 mil no Espaço São José Liberto. “O próprio artesão conta que leva, em média, três anos para vender um vaso como esse. Aqui, na Casa do Artesão, ele será vendido no próximo Círio, sem dúvida”, estima.
A Casa do Artesão é um espaço aberto a qualquer profissional. Quem preferir, pode visitar o Paracuri, em Icoaraci, onde também se encontram peças de qualidade a preços que variam de R$ 5 a R$ 3 mil. Atrativos oportunos para um Estado que, só neste mês de julho, tem previsão de receber cerca de 80 mil turistas. O telefone da Casa do Artesão para profissionais interessados em estabelecer parcerias é o (91) 3344-3512.
Pedro Paulo Blanco
Secretaria de Estado de Comunicação
Fonte: Agência Pará de Notícias


Ascom Igama




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

São José Liberto recebe imagem de Nossa Senhora de Sant'Ana

                                                                                               Veja mais fotos aqui

Andor com a imagem da padroeira de Igarapé-Miri, na Capela São José. 
Foto: Ascom Igama  

Em comemoração ao 301º ano da Festividade da Paróquia de Sant’Ana, de Igarapé-Miri (PA), a imagem da padroeira do município visitou a Capela São José, do Polo Joalheiro do Pará (Praça Amazonas, s/n, Jurunas), no início da noite desta sexta-feira, 3. 

No local, foram feitas orações e cânticos em louvor à santinha. Em seguida, a imagem de Nossa Senhora de Sant'Ana foi levada em procissão até a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, situada na Rua Cesário Alvim, no bairro do Jurunas. 

A tradicional peregrinação dos fiéis de Santa’Ana na capital paraense, Belém, faz parte da programação festiva da paróquia.

Veja imagens da procissão do ano passado

Ascom/Igama




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

Governador participa da cerimônia de posse de 40 novos promotores para o MPE

                                                                           Veja mais fotos em nosso álbum
Sessão solene no Espaço São José Liberto contou com a presença do governador Simão Jatene (c).

Foto: Cristino Martins AG. PARÁ
O Colégio de Procuradores de Justiça deu posse na noite da última quinta-feira, 2, a 40 novos promotores de Justiça, em sessão solene no Polo Joalheiro, que contou com a presença do governador Simão Jatene. Os promotores foram recentemente nomeados pelo procurador-geral de Justiça do Pará, Marcos Antônio Ferreira das Neves. A cerimônia teve apresentações da Banda da Polícia Militar e do Coral do Ministério Público e foi seguida de um jantar para autoridades, familiares e convidados.

Todos os promotores empossados fizeram a opção para lotação nos cargos ofertados e assim vão preencher vagas em regiões onde havia maior demanda pela presença do Ministério Público. Somente no Arquipélago do Marajó, uma das regiões do Estado que mais necessita dessa atuação, oito municípios receberão os juristas:Afuá, Anajás, Bagre, Breves, Chaves, Curralinho, Melgaço e Portel.


Segundo o procurador-geral Marcos Neves, a nomeação de novos promotores substitutos para o interior vai fortalecer a luta pela garantia dos direitos da população. “Esse ato representa acima de tudo uma luta institucional para mitigar os problemas sociais de todo o Estado. O último concurso do MP data de 2006. Ao tomarmos posse, no início da gestão anterior, uma das nossas maiores prioridades era prover os cargos vagos, promovendo concurso o mais rápido possível. A ideia é ter pelo menos um promotor em cada município onde houver instalada uma Promotoria de Justiça. Fazemos isso porque sabemos o que significa para a sociedade a ausência do Ministério Público”, declarou.

 Os promotores foram recentemente nomeados pelo procurador-geral de Justiça do Pará, Marcos Antônio Ferreira das Neves (d). Foto: Cristino Martins - AG. PARÁ
Para o já empossado promotor de Justiça Diego Rodrigues, esse momento representa uma vitória pela qual os promotores vem batalhando há muito tempo. “Cada um desses 40 novos empossados traz uma história de dedicação que tornou esse dia possível. Hoje somos movidos por um forte desejo de mudar o Estado e o país, porque não conseguimos viver insensíveis às desigualdades. O MP que queremos não pode ser burocrático e distante da realidade das pessoas”, comentou.

O governador Simão Jatene encerrou a cerimônia agradecendo cada um dos novos servidores e lembrando do grande desafio e responsabilidade que vão encontrar pela frente. “Percebi pelo sotaque que alguns de vocês não nasceram nesse estado, mas aprendi desde muito jovem que ser paraense não é uma condição de nascimento, é um estado de espírito. Vocês são bem vindos, o Pará ganhou novos paraenses. Paraenses que assumiram uma missão ousada. Serão servidores públicos em um país em que o público ainda se confunde com o estatal, e vocês foram além, serão operadores da Justiça em um país que ainda enfrenta muitas mazelas, novas e velhas”, afirmou.

Concurso

O Ministério Público do Estado do Pará nomeou, no dia 8 de junho, 40 bacharéis em Direito para o cargo de Promotor de Justiça Substituto de 1ª Entrância, em virtude de aprovação no XII Concurso Público de Ingresso para a Carreira. No período de 3 a 10 de julho, os novos integrantes da instituição participam de Curso de Capacitação, promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do Ministério Público do Estado (Ceaf).
Gabriela Azevedo
Secretaria de Estado de Comunicação
Ascom Igama




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

Acessórios em destaque: Coleções Pontear e Maternar - Da Tribu

 Da Tribu: Linhas Ubuntu (acessórios da coleção #Pontear) e Lua Nova (coleção #Maternar).  
                                           FotosPedro Tobias

Nome: Peças das linhas “Lua Nova” (coleção #Maternar) e “Ubuntu” (coleção #Pontear), criadas pela artesã Kátia Fagundes, da empresa Da Tribu. 

Inspirações

Linha Ubuntu - As peças da linha Ubuntu compõem a Coleção “Pontear”. O verbo-símbolo da nova coleção traz referências dos coletivos com os quais a Da Tribu se ponteou por ideias, parcerias, permutas de valores.

Criatividade, pertencimento, aproximações, conexões, convivências e afetos são marcas dos acessórios de moda desta linha, inspirada em coletivos e redes que crescem de forma colaborativa. O significado de Ubuntu é o seguinte: eu só sou, quanto nós somos!

Linha Lua Nova Os acessórios da linha Lua Nova compõem a Coleção “Maternar: Amor e cuidar”. Amor que não se conjuga porque é o próprio verbo. Cuidar que exprime, movimenta. De mãos dadas, o amor cuida e inspira o agir, que pelo sopro materno é o cuidado primeiro. A mulher e suas fases, a lua e seu incansável retorno aos céus do mundo trazem as formas, as cores e personalidade para a coleção.   
     
Das fases da lua vêm a inspiração desse cuidar natural e cíclico. A Lua nova, em algumas civilizações, representa a mulher anciã, a velha sábia que já caminhou por todas as fases, da minguante a plenitude da lua cheia.

Sobre a empresa

Pontos, fios, cores, afetos, sentimentos, partilhas… Pautadas nas conexões que integram o acreditar na transformação, a Da Tribu vem trilhando seu caminho fincada nas formas de se colocar no mundo.

Nascida em 31 agosto de 2009, a empresa tem na produção familiar seu princípio motor e leva para cada coleção novas formas de organização, propostas pelos membros de uma tribo formada por mãe e filhos. Cada peça criada pela artesã Kátia Fagundes, traz os conceitos de sustentabilidade e afetuosidade, onde o colorido e a alegria são as marcas principais.

A empresa Da Tribu integra o Programa Polo Joalheiro do Pará desde 2014. As criações da artesã Kátia Fagundes podem ser encontradas na Casa do Artesão e no Espaço Moda ESJL, localizados no Coliseu das Artes do Espaço São José Liberto.  

Criação: Kátia Fagundes

Composição: Fios de algodão e prata (Linha Lua Nova)
                       Látex com acabamento em madeira de reaproveitamento (Linha Ubuntu)

Produção: Da Tribu

Fotos: Pedro Tobias

Onde Encontrar:

Espaço Moda do Polo Joalheiro do Pará/Espaço São José Liberto - Praça Amazonas, s/n, Jurunas - aberto de terça a sábado, das 9h às 18h30, e aos domingos e feriados, das 10h às 18h.
                               
Loja Morada Da Tribu - Rua Carlos Gomes, 117, Campina. CEP: 66017-080                          
Datribu.com | facebook.com/datribuacessorios | Instagram @datribu

Ascom Igama





Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

Joia em destaque: Anel "Marajoara"

 Legenda: Anel “Marajoara”. Foto: Ascom Igama

Nome: Anel ”Marajoara”, criado a partir da gema central, lapidada com grafismos marajoaras. 

Criação: Realiza Joias – Lucilene Azevedo e Cristiano Tavares.

Produção: Realiza Joias.

Composição: Em ouro 18k com dois diamantes de três pontos e quartzo hialino com grafismos marajoaras.

Ourivesaria: Cristiano Tavares

Lapidação: Leila Salame

Inspiração: O design da joia destaca a gema central, lapidada por Leila Salame. O Grafismo Marajoara é uma técnica de lapidação diferenciada desenvolvida pela lapidária, a qual reproduz nas faces de gemas minerais (pedras preciosas) a geometria característica dos traços da cultura marajoara. A inovação foi desenvolvida no âmbito do Programa Polo Joalheiro do Pará/Espaço São José Liberto (ESJL). O anel integra coleção homônima da Realiza Joais, em fase de produção. 

Formalizada em 2014, a empresa ingressou no mesmo ano no programa. Com vasta experiência na área, os proprietários da empresa são Lucilene Azevedo, produtora e micro empresária com mais de 15 anos de experiência no mercado da joalheria artesanal, e seu esposo, o ourives Cristiano Tavares, que integra uma família tradicional de mestres ourives paraenses, com destaque para o pesquisador e ourives Paulo Tavares, consultor do Polo Joalheiro do Pará.

Os sócios-proprietários têm se atualizado sobre as inovações do setor por meio das oficinas e cursos de capacitação oferecidos pelo ESJL, bem como participando de feiras e eventos da área. Ao integrar o programa, a “Realiza” passou a comercializar seus produtos na Loja Una (experiência de incubadora), onde vende joias de criação própria ou projetos assinados por designers integrantes do programa. 

Fotos: Ascom Igama

Onde encontrar: Na “Loja Una”, situada no Espaço São José Liberto (Pç. Amazonas, s/n, Jurunas). Aberta de terça a sábado, das 9h às 18h30, e aos domingos e feriados, das 10h às 18h.

Fanpage da Realiza Joias: facebook.com/realizajoias?pnref=lhc

Site: www.realizajoias.com.br 

Ascom Igama




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

Festival Junino do São José Liberto comemora sua sexta edição com sucesso

Público lotou o Coliseu das Artes do ESJL. Foto: Ascom Igama
O Coliseu das Artes do Espaço São José Liberto (ESJL) ficou lotado, no ultimo domingo (28), no encerramento do 6ª Festival Junino. As quadrilhas Amor Caipira (infantil), da Cremação, e Santa Luzia (adulto), do bairro do Jurunas, animaram o público que compareceu ao evento, promovido pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), Organização Social que gerencia o espaço e o programa Polo Joalheiro do Pará.

Miss Caipira Jhully Karla. Foto: Ascom Igama
Com alegria e sincronismo, as crianças da quadrilha da Cremação dançaram o tema “Amor Caipira no São João Moderno”. Na abertura da apresentação, a pequena Jhully Karla apresentou a coreografia que conquistou, este ano, o título de Miss Caipira na categoria infantil do concurso “Arraial de Todos os Santos”, promovido pela Fundação Cultural do Pará. No certame, a quadrilha Amor Caipira ficou em segundo lugar e também ganhou o prêmio de melhor coreografia – assinada por Magno e Beto.  

Com 15 pares, as crianças da quadrilha da Cremação tiveram como marcador o pequeno Leandro, Jeane Santos como Miss Simpatia e Gabriella Santos como Miss Mulata. “A gente participa a quatro anos desse festival e fica muito feliz em divulgar aqui a nossa cultura porque a gente trabalha com criança. Já estamos nos despedindo de São João com saudade”, comentou Bia Moncherry, presidente da quadrilha Amor Caipira.

Com o tema “Fogo” que destacou uma fogueira cenográfica e coreografia de Max Magno, a Quadrilha Santa Luzia, do bairro do Jurunas, encerrou o Festival Junino do ESJL com empolgação. O presidente e marcador Everaldo Magno levantou a plateia ao apresentar e conduzir os 16 pares da quadrilha, cuja apresentação foi aberta com a coreografia da Miss Caipira Ludmila Cardoso.

Com premiações em Belém e Ananindeua, este ano, a quadrilha ficou entre as 10 melhores no “Arraiá da Capitá 2015”, concurso realizado pela Prefeitura de Belém, por meio da Fundação Cultural de Belém (Fumbel).

Crianças e adultos aplaudiram as apresentações das quadrilhas, no final do evento, aberto no dia 21 de junho com a participação de quadrilhas Encantos e Roceiros, respectivamente, mirim e adulta, do bairro da Terra Firme.
O 6º Festival Junino do ESJL já é tradição nesse período.
Foto: Ascom Igama
O Festival Junino do ESJL, de acordo com a gerente de Eventos do Igama, Carmem Macedo, homenageia organizadores e integrantes das quadrilhas, que, direta o9u indiretamente, colaboram para manter a tradição da Quadra Junina no estado, por meio do trabalho incansável de dançarinos, costureiros, coreógrafos, designers, familiares e demais participantes. “Apesar das dificuldades, eles não medem esforços para ver suas quadrilhas brilharem, desenvolvendo um trabalho social exemplar e colaborando com a preservação das tradições juninas, juntamente com os Cordões de pássaros e Bois”, destacou a gerente.

Carmem Macedo lembrou, ainda, que para o segundo semestre de 2015 estão previstas, no Coliseu das Artes do ESJL, apresentações de grupos parafolclóricos paraenses, dentro do Projeto Ritmos do Pará, do Igama/ESJL. O objetivo, segundo ela, é ampliar a divulgação dos trabalhos destes grupos, valorizando o artista paraense, disponibilizando espaço e estrutura para divulgar as músicas e as danças folclóricas do Pará. 

Ascom Igama




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

Polo Joalheiro do Pará ressignifica os desafios da capacitação profissional na economia criativa

                                                                   Veja mais fotos em nosso álbum

Em 2015, a meta é capacitar cerca de 700 empreendedores com execução de carga horária de 300 horas. Foto: Ascom Igama
O Programa Polo Joalheiro do Pará – Espaço São José Liberto (ESJL), dando continuidade à agenda de 2015, promoveu, de 24 a 26 de junho, no auditório do espaço, o curso “Outro olhar: a ressignificação do presente no design de joias contemporâneas”, com a designer paraense Clarisse Fonseca. A ação integra a agenda de qualificação profissional do Polo Joalheiro que, desde a sua criação, em 1998, adota estratégias para promover a profissionalização dos segmentos de joia e de moda, sendo destinada a empreendedores criativos participantes do programa e do Arranjo Produtivo Local (APL) de Gemas e Joias do ESJL, além de acadêmicos da área de moda oriundos de instituições parceiras.

As ações de qualificação profissional e de mercado do programa visam incrementar a competitividade e o fortalecimento das competências criativas e capacidades empreendedoras. Em 2015, a meta é capacitar cerca de 700 empreendedores com execução de carga horária de 300 horas. O Programa Polo Joalheiro do Pará desenvolve, além da agenda de qualificação profissional, uma extensa agenda de exposições e feiras, em parceria com agentes e instituições promotoras do desenvolvimento econômico do estado e do Brasil.

Dentro da programação anual de capacitação profissional de 2015, foram planejadas palestras, seminários, oficinas, cursos, workshops e encontros técnicos com a perspectiva de integrar tecnologias novas e clássicas, bem como conteúdos culturais e técnicos. Cerca de 50% destas ações já foram executadas.

De acordo com a diretora executiva do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama) e do ESJL/Polo Joalheiro, Rosa Helena Neves, a realização de workshops de geração de produtos é um exemplo de estratégia para promover e agregar valores de diferenciação da cultura local nas joias e acessórios de moda que serão criados para as novas coleções (2015/2016), a partir da reflexão sobre temas contemporâneos, como o lugar, o tempo, o mundo virtual e os valores de uma sociedade recombinada que também se pauta na diversidade.

“Pretendemos comunicar quais os valores que estão agregados a nossa nova coleção. Já desenvolvemos temáticas diversas, como a água, as lendas e a botânica. Hoje, outros temas são importantes de serem refletidos na produção de joias. Criamos e produzimos uma joia que reflete comportamentos e atitudes que ressignificam a sociedade, a história e a cultura”, explica Rosa Helena Neves.

Nesse sentido, foi realizado, em meados de junho, o Workshop Coleção de Joias 2015/2016, que prestou 28 atendimentos. Os alunos tiveram a oportunidade de trabalhar, individualmente, os conceitos de cada coleção, dentro de um tema geral e a partir de contribuições de abordagens com as quais a consultora do workshop, Regina Machado, do Rio de Janeiro, tem trabalhado.

A consultora trabalhou conceitos que envolvem o campo da comunicação, não só do design dos produtos, mas da construção do valor e do sentido identitário (qualidade que diz respeito à identidade, aquilo que identifica uma pessoa ou grupo) das peças, visando aumentar a competitividade no trânsito comercial. “Pensei em uma abordagem que pudesse ser originalmente paraense, amazônica, mas que possibilitasse um entendimento universal. É importante trabalharmos conceitos que possibilitem a criação de peças com inspirações locais, mas que possam emocionar globalmente”, comentou a consultora, que levou para os alunos a reflexão sobre o conceito “Design Global Contemporâneo”.

Regina Machado é arquiteta, mestre e doutora em Comunicação. Ela presta assessoria para algumas instituições, como o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais preciosos (IBGM), e já assinou a consultoria de outras coleções de joias e acessórios de moda do Polo Joalheiro do Pará. O resultado do workshop e de outras ações do programa poderá ser visto na “I Mostra Amazônia Design”, prevista para novembro deste ano, no ESJL, quando serão lançadas coleções de joias e acessórios de moda.

A consultora Regina Machado atende a designer Ivete Negrão.Foto: Ascom Igama
Ressignificação - Para Ivete Negrão, designer de joias e de acessórios de moda do Polo Joalheiro, que participou dos cursos com as consultoras Regina Machado e Clarisse Fonseca, as atividades são prazerosas e enriquecedoras, especialmente, pelo fato das ministrantes conhecerem de perto o trabalho desenvolvido pelo programa.


“A Regina sempre ajuda a engrandecer o nosso trabalho. Ajuda tanto a gente que não sentimos dificuldades para entender o conteúdo porque ela se expressa de forma bem fácil, nos atualizando das informações e facilitando a nossa pesquisa para, depois, podermos colocar tudo em prática, com adequação as nossas matérias-primas e mão-de-obra, realidade que ela conhece bem. Da mesma forma, a gente só espera o melhor da Clarisse, que sempre traz informações de fora e muito conhecimento”, comenta Ivete Negrão. 

De acordo com Brenda Lopes, designer de joias e acessórios de moda do Polo, o workshop com a consultora Regina Machado foi interessante pelo tema abordar um universo mais íntimo, mais identitário. “Acho essa abordagem ótima para a ‘I Mostra Amazônia Design’. Sobre o curso com a Clarisse, ele nos deu outro olhar sobre o produto, joias e acessórios de moda, também na contemporaneidade. Ambas nos mostram muito conteúdos e quesitos importantes na hora do saber fazer”, pontua.
Atendimentos personalizados: a designer Brenda Lopes (e) com Regina Machado (d).
Foto: Ascom Igama
Graduada em Design, mestre em Artes e doutoranda em Design pela Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Clarisse Fonseca prestou consultoria ao Polo Joalheiro por vários anos, antes de viajar para a capital carioca, em 2014. O curso “Outro olhar: a ressignificação do presente no design de joias contemporâneas”, segundo ela, foi pensado para estimular e proporcionar mais diálogo entre os designers, que vivem em um ritmo de criação muito intenso.

“Foi uma oportunidade para refletirmos sobre em que momento estamos na nossa própria produção de joias e acessórios contemporâneos para, a partir daí, propor uma reflexão sobre o processo criativo e sobre como nos percebemos nele”, avalia Clarisse Fonseca, em relação a esse despertar para dentro quando tantos se preocupam em procurar tendências e o que está fora. “As pessoas dialogaram muito aqui, trocaram anseios, desejos e conclusões positivas de tudo o que contraíram junto com o Polo Joalheiro, enquanto imagem, identidade e produto joia e acessório de moda”, completou.
A consultora Clarisse Fonseca abordou "outros olhares" para joias e acessórios contemporâneos. Foto: Ascom Igama
Cerca de 30 pessoas participaram do curso, entre segmentos de moda e de joia, incluindo, além dos integrantes do programa, acadêmicos da área de moda das seguintes instituições parceiras: Instituto de Estudos Superiores da Amazônia (Iesam), Estácio de Sá – FAP, Universidade da Amazônia (Unama), Universidade do Estado do Pará (Uepa) e Faculdades dos Estudos Avançados no Pará (Feapa).

Segundo a direção do Programa Polo Joalheiro do Pará, parcerias com instituições de ensino que oferecem cursos voltados para a área de Desing têm sido fortalecidas no sentido de construir um “laboratório de trocas de experiências” que permitam a concretização de workshops, concursos, desfiles, oficinas, exposições, feiras, dentre outras iniciativas que visam oferecer ao estudante de design a experiência real de um empreendedor. 

Consumo consciente - Além do incentivo aos novos criadores, segundo a diretora Rosa Helena Neves, o Polo Joalheiro tem apoiado e pretende continuar estimulando iniciativas para a geração, criação e circulação de produtos sustentáveis, como, por exemplo, as gemas vegetais e as joias geradas por processos de aproveitamento de subprodutos e resíduos da ourivesaria, com destaque para a coleção “Metal-morfose”, lançada em 2014, projetos desenvolvidos pelo mestre ourives e pesquisador Paulo Tavares.  

"Cores dos Minerais", maxicolar em prata com incrustação paraense. Criação de Argemiro Munoz, coleção "Metal-morfose", inovação do pesquisador Paulo Tavares. Foto: Igama Divulgação
A preocupação com o consumo consciente é uma nova área de estudo e investimentos da agenda anual do programa. A proposta consiste em oportunizar ao público consumidor de joias o acesso gratuito a cursos que promovam conhecimento sobre o assunto, abrangendo temas como a preservação de joias. Os cursos que serão oferecidos no segundo semestre permitirão a este consumidor a rara experiência em compreender alguns processos de criação e produção de joias e quais são os requisitos necessários para efetivar uma compra justa de joias.

Cursos específicos e inéditos, como o de Acabamentos em Joias e o de Precificação, também foram incluídos na agenda, com o objetivo de buscar soluções para problemas comuns e persistentes na produção e comercialização das joias, que podem comprometer a qualidade do produto e do serviço.

Outro foco da agenda é o aperfeiçoamento dos “métiers” (meio específico de uma determinada categoria profissional), dentre eles, o trançado em fibras, as gemas vegetais e a ourivesaria artesanal, bem como dos workshops de geração de produtos, que estimularão a pesquisa de inovações com matérias-primas e conteúdos culturais na criação e produção de joias artesanais.

Rede de parceiros - Com crescente reconhecimento dentro e fora do Pará, a joia artesanal produzida na região tem favorecido, direta e indiretamente, designers, ourives, lapidários, produtores, entre outros profissionais. Para alcançar estes resultados, é essencial a promoção de atividades que gerem o aprimoramento do olhar e o estímulo à capacidade criativa dos empreendedores, atualizando-os sobre mercado, novas tendências, técnicas e conceitos. 

Para a execução dessas estratégias e diretrizes foram firmadas parcerias entre o Governo do Estado - por meio da mantenedora do Polo e do ESJL, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), e da OS gestora do programa e do espaço, o Igama – e uma rede de instituições que têm atuação nessas áreas técnicas, como o Serviço Brasileiro de Apoio aos Micro e Pequenos Empresários (Sebrae), o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) e instituições públicas e particulares de ensino superior do Estado.

Com esse foco, as atividades de qualificação, projetadas para 2015 e 2016, têm priorizado a profissionalização de novos criadores nas áreas de design de joias, moda e demais segmentos destes setores criativos. Para estas ações foram agrupadas atividades como ciclos de palestras, seminários, oficinas, cursos, workshops, consultorias e encontros setoriais de joias e moda.

Para o ano de 2015 foram construídas agendas integradas com o Sebrae nas seguintes áreas: qualificação profissional, gestão e mercado, inovação e gestão tecnológica, com perspectiva de assegurar o aperfeiçoamento e avanço de inovação na produção de joias sustentáveis.

A direção do Igama/ESJL informa, ainda, que o investimento na melhoria da qualidade dos produtos continua na pauta da agenda anual, onde estão mantidas atividades de avaliação das joias da loja incubadora (Loja Una) e será criado um serviço da mesma natureza para o setor de moda. Atualmente, existe um espaço reservado para a comercialização destes produtos, situado na Casa do Artesão do espaço, que deve ser ampliado para se tornar, posteriormente, uma loja de acessórios de moda.  

Serviço
Mais informações sobre a programação da Agenda 2015/2016 do Programa Polo Joalheiro do Pará com o Núcleo de Desenvolvimento Tecnológico e Organizacional (NDTO) do Igama, nos telefones: (91) 3344-3518 e 3344-3500.

Leia também: Curso no Polo Joalheiro capacita profissionais e acadêmicos

Ascom Igama




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

Festival Junino do São José Liberto se encerra no próximo domingo

                                                    Veja mais fotos em nosso álbum
Abertura do Festival Junino do ESJL. Foto: Ascom Igama
O 6ª Festival Junino do Espaço São José Liberto se encerra no próximo domingo (28), a partir das 17h, no Coliseu das Artes do Espaço São José Liberto. As atrações serão as quadrilhas Amor Caipira (infantil), da Cremação, e Santa Luzia (adulto), do bairro do Jurunas, que mostrarão, respectivamente, fantasias com os temas “Amor Caipira no São João Moderno” e “Fogo”. Com entrada franca, o evento é opção para as crianças, que brincam e dançam no anfiteatro do espaço, nos intervalos das apresentações.

As quadrilhas Amor Caipira e Santa Luzia levarão 16 pares, cada uma, e devem repetir o espetáculo da abertura do evento, do último dia 21. Na ocasião, as quadrilhas Encantos da Terra Firme e Roceiros da Terra Firme levaram 26 casais e empolgaram o público. Com seis anos de existência, a quadrilha mirim “Encantos” teve como destaque o marcador Eric, que foi classificado para a final do concurso junino promovido pela Fundação Cultural do Pará (FCP).
Com 20 anos de existência, a “Roceiros da Terra Firme” participa desde a primeira edição do festival junino do São José Liberto. A quadrilha acumula premiações em concursos e resultados positivos do trabalho social que desenvolve durante o ano inteiro na Terra Firme. Este ano, a quadrilha conquistou o primeiro lugar, entre quatro grupos participantes, em concurso no bairro Canudos.
Miriam Vilhena com Eric. Foto: Ascom Igama 
“Acho o festival maravilhoso. As famílias participam em peso e as crianças se divertem. É bem organizado e nós somos tratados, aqui, como reis, rainhas, príncipes e princesas. É uma parceria maravilhosa!”, comenta Miriam Vilhena, vice-presidente das quadrilhas da Terra Firme. A iniciativa envolve todos os familiares, dentre eles Ananias Jairo Vilhena, o coreógrafo das quadrilhas desde a fundação. Entre as coreografias das Misses Simpatia, Caipira e Mulata Cheirosa, criadas, este ano, por Jairo e exibidas no São José Liberto, estavam a “Rainha do Baião” e “Rainha do Forró”.
Muitas famílias entraram no clima junino e compareceram vestidas a caráter na abertura do festival, como a engenheira agrônoma Maryhelen Benjamim, que foi ao evento com o seu filho, Miguel Ângelo, de 2 anos. “A gente sempre vem aos eventos do polo. Viemos em todas as festinhas de carnaval e estamos acompanhando a quadra junina”.
A engenheira agrônoma Maryhelen Benjamim foi ao festival com seu filho. 
Foto: Ascom Igama
As apresentações também agradaram a médica Marília Gabriela Luz e seu marido, o professor Lucival Cursino de Jesus Júnior, que levaram sua filha, Beatriz, para o festival. “Muito legal, muito bom mesmo!”, comentou a médica, com a aprovação do seu marido. Há mais de quatro anos eles participam dos eventos promovidos pelo ESJL.
“No último domingo foi uma festa linda do nosso calendário de eventos. Com a mesma satisfação e alegria, esperamos que todos venham ao São José Liberto no dia 28”, diz a gerente de Eventos do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), Carmem Macedo. O Igama é a organização social que gerencia o Espaço São José Liberto e o Polo Joalheiro, que são mantidos pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e do Igama.
Serviço: o 6º Festival Junino do São José Liberto se encerra no próximo domingo (28), a partir das 17h, no Coliseu das Artes do Espaço São José Liberto (Praça Amazonas, s/n, Jurunas), com apresentações das quadrilhas Amor Caipira (infantil) e Santa Luzia (adulto). Entrada franca.
Ascom Igama




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

Revista PZZ destaca inovação do Polo Joalheiro do Pará

Imagens: Reprodução
Com o título “Metal-morfose: a alquimia que transforma resíduos em joias”, a Revista PZZ de junho de 2015 destaca o trabalho do mestre ourives e pesquisador, Paulo Tavares, do Programa Polo Joalheiro do Pará, mantido pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e do Igama.

A matéria especial mostra a inovação desenvolvida por Paulo Tavares e pode ser lida nas páginas 24, 25, 26 e 27, 28 e 29 da edição de número 20 da revista especializada em arte e cultura do Pará.

A diretoria executiva da publicação bimensal da Editora Resistência é de Carlos Pará e Fábio Santos. A revista pode ser encontrada nas principais bancas da capital e na versão virtual - http://migre.me/qs5vi



Ascom Igama 




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.

Jornal O Liberal destaca 6º Festival Junino do ESJL

O 6ª Festival Junino do Espaço São José Liberto (ESJL) foi destaque no caderno Cidades do jornal O Liberal - Organizações Romulo Maiorana (ORM) desta segunda-feira, 22. 

Com o título "Quadrilhas Juninas da Terra Firme fazem bonito no São José Liberto", a matéria falou sobre a abertura do evento, no Coliseu das Artes doespaço, no último domingo, 21, que teve como atração as quadrilhas Encantos e Roceiros da Terra Firme. 

O festival segue até o próximo domingo, 28, no Coliseu das Artes, onde haverá apresentação das quadrilhas Amor Caipira, da Cremação, e Santa Luiza, do bairro do Jurunas, a partir das 17 horas, com entrada franca.  

Imagem: reprodução 
Ascom Igama




Não deixe de comentar essa matéria! Seu comentário é importante para nós.
Postagens Antigas
Inicio
Contador acessso